Depois de um longo período de “jejum”, volto a escrever no Alimentares. Trata-se de uma breve reflexão deste ano de trabalho pós-faculdade

Muito se tem dito a respeito de Gastronomia e confesso que, inicialmente, achava uma superexposição desnecessária, que muito de longe mostrava as possibilidades e dificuldades que esta profissão tem. O fato é que, sem dúvida nenhuma, a gastronomia aos poucos vai ocupando um espaço mais profissional e deixa de lado o caráter apenas supérfluo.
Tenho que concordar com meus professores, que ao longo de todo o curso, tentavam nos alertar a respeito da postura que se espera deste profissional. Sim, a postura é tudo neste momento em que milhares de jovens, por volta de seus 20 e poucos (e muito poucos, aliás) anos obtém uma formação universitária e precisam estar abertos ao aprendizado e, ao mesmo tempo, mostrar maturidade para gerenciar.
Vejo muitas reportagens a respeito dos novos rumos da gastronomia no Brasil. É um movimento contrário aos grandes centros urbanos e que vai em direção à cidades fora do eixo gastronômico, e já tão consolidado, São Paulo-Rio de Janeiro (capitais).
Tenho que confessar que me fazem dar um suspiro de alívio frente ao bombardeio de comentários, que invariavelmente ouço, do tipo “Ah, gastronomia mesmo só dá certo em São Paulo, aqui não dá!” , e que realmente não concordo.
A meu ver o serviço em hospitalidade vai além da Alta Gastronomia. Ela é parte importante sim, e abre muito a cabeça para novos ingredientes e conceitos. Mas quem está nesse ramo deve se sentir desafiado a trabalhar tanto com uma padaria de esquina (e transformá-la NA padaria da esquina) como no melhor restaurante de alta gastronomia.
Não sei se alguém concorda com o que eu disse e, provavelmente, muitos não. Sim, considere o tom de desabafo de alguém que vê a Gastronomia como profissão, na qual o cargo de chef de cozinha é apenas um dos vértices que compõem a imensa gama de serviços que podem ser desenvolvidos.
Na próxima semana, escreverei um texto menos subjetivo. Prometo.
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