Respostas contra o estresse da vida moderna globalizada são vistos nas mais diferentes áreas.
E na gastronomia não é diferente.
Quer esteja de pé em um churrasco, ajoelhado em um tapete tatami ou sentado em um restaurante elegante, comer é fundamental para viver. Melhorar a qualidade da nossa alimentação e “arranjar” tempo para a saborear é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. Esta é a filosofia do movimento Slow Food.
“É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”.
Carlo Petrini
Fundador do Slow Food
Dentre as diversas respostas, o movimento Slow Food talvez seja o mais organizado. Abrange países como Itália, França, Alemanha, Estados Unidos e, mais recentemente, chegou ao Brasil.
Trata-se de uma organização internacional sem fins lucrativos que, através de seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política e o meio ambiente se propõe a ser uma voz ativa na agricultura e ecologia de modo responsável.
Foi fundada na metade da década de 80 na Itália e suas atividades visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores dos consumidores de alimentos. Tudo para que as pessoas redescubram os sabores e aromas da cozinha regional e eliminem o efeito degradante da alimentação fast food: padronização do alimento que destrói nossos hábitos. Especialmente os jovens que estão correndo sérios riscos de perder a noção do que significa comer, assim como sua ligação com a região e o relacionamento com a sazonalidade.
O movimento Slow Food destaca que a forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta.
A preocupação se estende também para quem os produz e como são preparados. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.
O Slow Food pretende ser a intersecção entre ética, prazer, ecologia e alimentação, resgatando a dignidade cultural da gastronomia e do convívio à mesa.
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