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  • Chef, bartender e barista. Atua na área de eventos. Futuro: doutorado em Antropologia da Alimentação.
    Contato: thabata.neder@uol.com.br

     

    Do cru ao cozido mesmo?
    04/08/2005 00:00
     

    “A decadência do homem começou com o uso do fogo. Com uma maçã e amêndoas já temos um almoço.”

    Esse é o princípio dos praticantes do crudivorismo, e essa frase é de um dos pioneiros da prática no Brasil, Fernando Travi (terapeuta e dono da idéia de abrir o primeiro spa crudivorista por aqui). O guru do raw foodism, David Wolfe, foi quem lançou a moda. Escreveu vários livros sobre o tema, comercializa produtos orgânicos e dá dicas de como ser um bom crudivorista pelo seu site www.rawfood.com.

    A dieta é baseada na teoria de que o corpo humano só está adaptado a comer os alimentos como a natureza os oferece, assim como os animais. Para isso, o consumo é exclusivo de frutas, castanhas, algas, cogumelos, grãos e mel. Tudo cru, e de preferência orgânico. Assim como outras idéias que viraram moda (Atkins, com a dieta das proteínas ou a Macrobiótica, que segue os princípios das propriedades do yin e yan), o crudivorismo também não é atestado cientificamente, não existindo nenhuma prova de suas propriedades benéficas ou cura de doenças. A fama vem dos resultados práticos: perda de peso, retardo do envelhecimento e melhores condições de vida, tudo baseado em testemunhos (de algumas estrelas hollywoodianas, por exemplo), o que favorece bastante o modismo. Só não sei como vai ser por aqui, que só de tomar uma garapa você pode se dar mal. Imagina comendo tudo cru?

    Acredito que podemos viver até de capim, citando Vasquez Montalbán: “Comer significa matar ou engolir um ser que esteve vivo, seja animal ou planta...”. Basicamente, o humano para se alimentar e sobreviver, não precisa de muito mais que água, meia dúzia de sais e um punhado de proteína. Pense em nossos ancestrais, o “homem das cavernas”, o que levou esse homem a respeitar o sabor, a buscar novas formas de manipulação culinária, a organizar-se em torno da mesa e fazer da refeição muito mais que pura sobrevivência?

    Em São Paulo, para não esperar a inauguração do spa, vá ao restaurante Deloonix (www.deloonix.com.br), que tem cardápio vegetariano especializado em raw. Fica na Rua Bela Cintra, 1709. Jardins.

    Para quem quiser ir além, é só seguir as instruções abaixo (retiradas do site www.caminhosdeluz.org), e viver só de luz:

    “Primeiramente vá ao ar livre e olhe para o Sol. Mesmo que o tempo estiver nublado, encontre a claridade do Sol e olhe para ela. Com as palmas voltadas para fora, coloque os seus dedões e dedos indicadores juntos, criando uma forma de triângulo com suas mãos. Isto criará uma estrutura prismática tetraédrica entre suas mãos. Coloque suas mãos em triângulo sobre seu chacra cardíaco, e torne real a intenção de que seu corpo absorva a ”Luz além da Luz do Sol". Nosso Sol é um portal que transmite energia do sistema de Orion, que é nosso Sol Central, nosso Núcleo Galáctico. Quando você faz este exercício, seu corpo está absorvendo as freqüências do Núcleo Galáctico, que alimenta a mutação do Corpo de Luz e faz com que o corpo fique satisfeito. A estrutura prismática que você criou entre suas mãos amplifica esta freqüência. Freqüentemente, suas mãos simplesmente se separarão como se tivessem vontade própria quando seu corpo absorveu uma quantidade suficiente desta energia. Você se sentirá "satisfeito" após fazer isto. Algumas pessoas são guiadas a fazer isto diariamente, algumas em uma base mais irregular. Como qualquer outra coisa, siga o seu Eu superior, em relação à freqüência com que você deve praticar esta técnica.”  


     
     

     

     
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    Formada chef de cozinha pela Anhembi-Morumbi, bartender e barista. Hoje, atua na área de eventos e continua estudando. Pretende chegar ao doutorado em Antropologia da Alimentação.

     

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